Escândalo na primeira página
No entanto, por volta de 1915, as tendências da moda levaram a comprimentos mais curtos, o que, por sua vez, fez com que a pele ficasse muito mais exposta. E os pelos de repente pareciam inadequados. A Gillete apresentou a sua máquina de depilação para mulheres, desafiando-as a depilar (pelo menos) as suas axilas. E quando a tendência foi confirmada pela capa da revista Harper's Bazaar, que apresentava uma modelo num vestido sem mangas com as axilas depiladas, nasceu esta tendência. As campanhas baseadas na ideia de que os pelos púbicos são pouco femininos e antihigiénicos reforçaram-na. E as lâminas eram muito procuradas. Já não importava a opinião da sua vizinha.
A depilação para atrizes
Durante a guerra, a maioria das mulheres americanas começou a depilar as pernas, pela simples razão de que havia falta de meias-calças. O nylon foi usurpado pela indústria de armamento. As meias-calças em spray também eram mais fáceis de aplicar nas pernas depiladas. Há muitos anos, só podíamos sonhar com eles em Portugal, por isso os pelos no corpo ainda estavam na moda, na verdade, eram a norma.
Talvez porque na época se acreditava que só as atrizes e as prostitutas se depilavam. E se uma mulher quisesse fazer a depilação? Se hoje em dia é possível escolher o método de depilação de acordo com o orçamento, o limiar de dor e o conforto, antigamente a escolha era a lâmina ou o creme depilatório, cujo "aroma" o acompanhava fielmente para o resto da vida.